Coluna de: Domingo Melero Sancho - Qualidade de Vida e Saúde
Para mantermos o equilíbrio, o cérebro precisa de um conjunto de informações.
São informações táteis, óticas (por isso quando fechamos os olhos podemos perder a noção do equilíbrio) e auditivas que vêm através dos ouvidos. A parte que fica depois dos tímpanos é chamada de ouvido interno e é onde se encontram as estruturas responsáveis pelo equilíbrio. Ele é constituído pela cóclea, uma estrutura enovelada semelhante a um caracol que contém as terminações do nervo auditivo, e por três canais semicirculares chamado labirinto e logo abaixo deles está o vestíbulo. Todas as células que revestem essas estruturas têm a característica de receber as ondas sonoras que fazem vibrar o tímpano e, identificando essas vibrações, transformá-las em estímulo nervoso, em sinal elétrico que através do nervo auditivo alcança o cérebro onde são decodificados os impulsos recebidos. Quando essas estruturas sofrem processos inflamatórios, infecciosos, destruições ou compressões mecânicas podem provocar os sintomas próprios da labirintite.
A labirintite é uma doença que pode acometer tanto o equilíbrio quanto a parte auditiva. Os órgãos responsáveis pelo equilíbrio e pela audição estão situados dentro do ouvido interno e se comunicam com o sistema nervoso central através dos nervos da audição e do nervo vestibular. Doenças infecciosas, inflamatórias, tumorais e mesmo alterações genéticas podem ocasionar alterações nessas estruturas anatômicas.
O comprometimento do labirinto provoca sintomas como tonturas, desequilíbrio, surdez ou zumbido. Tontura é a sensação errônea de movimento do nosso corpo em relação ao ambiente ou deste em relação ao nosso corpo. Quando esta sensação adquire características rotatórias, chamamos de vertigem. Muitas vezes, os quadros de vertigens são acompanhados de náuseas e vômitos.
Embora possa aparecer em crianças, a labirintite é mais freqüente nas pessoas com mais de 40 anos.
O tratamento da labirintite é realizado por médico otorrinolaringologista, especialista em doenças do ouvido, e consiste em duas etapas principais: tratamento dos sintomas e tratamento da causa evitando que os sintomas retornem. A labirintite, na maioria das vezes, tem cura e mesmo que a doença seja de difícil controle é possível viver sem tonturas. Com o tratamento adequado, o médico tem condições de melhorar muito os sintomas e obter a cura clinica da doença.
Existem algumas atitudes saudáveis que ajudam a prevenir a labirintite:
·Cigarro, o álcool e o excesso de cafeína podem influenciar negativamente na tontura e no zumbido.
·Está cientificamente provado que o exercício bem indicado melhora os níveis de colesterol e triglicérides no sangue,
diminui o risco de doenças cardíacas, previne a obesidade e fortalece a musculatura. Você evita problemas metabólicos e, portanto a tontura. A caminhada é uma boa opção.
·Procure alimentar-se a cada três horas, evitando grandes quantidades de comida. O excesso de sal e açúcar não são recomendados. Abuse das frutas, legumes, e verduras.
·São recomendados dois litros de água por dia. A maior filtração renal elimina as toxinas acumuladas pelo organismo.
O stress piora qualquer condição orgânica, inclusive a tontura. Procure ter alguns momentos reservados para o seu lazer.
Por fim, procure sempre um médico em caso de tontura, zumbido ou vertigem. Evite a automedicação, pois por trás desses sintomas, pode estar uma doença importante que deve ser tratada adequadamente.





