COPA DE 1978

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COPA DE 1978

Assim como havia ocorrido em 1934 na Itália, com Mussolini, o Mundial de 1978 tinha um forte apelo político já que os argentinos viviam sobre o domínio da ditadura do general Jorge Videla.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Como o Duce havia conquistado o campeonato em casa em 1934, algo que ajudou muito a sua popularidade, Videla sabia que o mesmo poderia acontecer na Argentina. Assim após  50 anos tentando sediar o mundial, os argentinos agora tinham o direito de fazê-lo e melhor conquistá-lo, até mesmo para esconder a repressão da ditadura ante aos cidadãos. Como o regime de Videla não era bem visto, dizem que até mesmo o craque holandês Cruyff não foi a esse mundial por discordar de Videla. Alguns países também tentaram o boicote, mas João Havelange, recém entitulado presidente da FIFA, manteve a escolha. Assim com 16 participantes a Copa de 1978 teve um fato negativo que foi a desorganização, pois o mundial foi muito aquém ao realizado 4 anos antes na Alemanha. A Argentina tinha um time limitado e não havia levado Maradona, que com 17 anos foi preterido. O Brasil tinha craques experientes como Rivellino e essa foi a primeira Copa de Zico. Os alemães campeões em 1974 estavam enfraquecidos, já que Beckenbauer, Breitner e Müller não disputaram o torneio. Restava a Holanda, que mesmo sem Cruyff  tinha a sua força. Em 1978 Tunísia e Irã participaram pela primeira vez. A seleção brasileira comandada por Cláudio Coutinho estreou empatando contra a Suécia por 1 a 1 e na sequência outro empate com os espanhóis por 0 a 0.A vitória que valeu a vaga, foi um magro 1 a 0 diante da Áustria, com  gol de Roberto Dinamite. Os donos da casa também fizeram uma campanha irregular e até perderam para os italianos na primeira fase por 1 a 0. Até mesmo os holandeses se classificaram em segundo no seu grupo. Muitos justificavam esse baixo rendimento pelas longas viagens que as seleções eram forçadas a fazer. Na segunda fase o Brasil caiu em um grupo com Argentina, Peru e Polônia. O Campeão do grupo avançava à final. Depois de golear os peruanos por 3 a 0 os brasileiros enfrentariam os donos da casa. Depois do empate de 0 a 0,Brasil e Argentina chegavam na última rodada em igualdade de pontos,quem tivesse melhor saldo,passaria de fase. Esse foi o problema. Como as partidas estavam marcadas em horários diferentes, os brasileiros enfrentaram os poloneses e ganharam por 3 a 1. Assim os hermanos sabiam que precisavam vencer por 4 ou mais gols de diferença os peruanos,para chegar até a final. Naquela que foi até hoje uma das mais contestadas partidas da história das Copas, os argentinos golearam por 6 a 0 e estavam na final. Quiroga, o goleiro peruano que era argentino de nascimento foi considerado o vilão da história, pois supostamente havia facilitado as coisas. No outro grupo os holandeses evoluíram a alcançaram a final deixando a Itália em segundo, que disputaria com o Brasil o terceiro lugar. Após vencer os italianos por 2 a 1, Cláudio Coutinho declarou os brasileiros como campeões morais do torneio! Mesmo com a polêmica vitória frente aos peruanos que ainda ecoava no estádio Monumental, os argentinos não tomaram conhecimento do bom time holandês, com 2 gols de Kempes e 1 de Bertoni, venceram por 3 a 1. Assim em 25/06/1978, Daniel Passarella levantava a taça FIFA e os argentinos agora faziam parte do seleto grupo de campeões mundiais,para alegria de Videla.
 

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